sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Fechamento Novembro: -0,31% bruto e -1,64% de lucro.

A primeira rentabilidade negativa a gente nunca esquece. Não costumo dar muita bola pra isso na fase de acumulação que estou, mas confesso que isso me chateou um pouco. Não por ter acontecido, mas por achar que tive a leitura correta e mesmo assim não ter conseguido capturar o movimento da melhor forma. E sei que isso é importante no futuro em aumentar minha disponibilidade de ativos a operar, como mercado futuro por exemplo.

Como os poucos leitores que acompanham (haha) sabem, eu ando meio pessimista com Brasil nos últimos meses. Com isso, resolvi abrir uma posição em SUZB para tentar me proteger com um papel com correlação negativa em relação ao IBOV, que pode se beneficiar da desvalorização do real e que de quebra ainda é de um setor que tem observado sucessivos aumentos de preços da sua principal fonte de receita que é a celulose.

Outubro foi um mês que me animou, pois as coisas estavam andando para o lado que eu estava imaginando. Novembro começou com a continuidade desse movimento. Mas, após alguns dados um pouco melhores na Europa, uma ata do BCE um pouco mais dura e um FED de novo dovish, as coisas desandaram. Dólar recuou no mundo e a SUZB para piorar, caía quando a bolsa subia e recuava mais ainda quando a bolsa caia. No fim, ela devolveu tudo que tinha dado em outubro e mais um pouco.

Fico feliz em saber que o resto até que performa bem. A incerteza interna continua aumentando e o mercado ainda acha que um candidato de centro e reformista terá vantagem ano que vem a partir da melhora da economia (essa eu pago muito pra ver). No mundo eu sigo achando que quando a inflação americana aparecer vai pegar todo mundo de calça curta.

Sigo agora segurando um pouco de caixa, só aumentaria posição em SUZB com quedas muito absurdas para algo em torno de 15 reais. Já estou chegando perto da fase em que eu pretendo fazer trades mais curtos e que a rentabilidade começará a ganhar importância. Então, é melhor ter caixa e aproveitar as oportunidades. A fase de operar abaixo de 20 mil e não pagar IR está chegando ao fim haha.

Por fim, resolvi acrescentar a minha posição em bitcoins aqui no fechamento. É um negócio que não representa nem 0,2% do meu patrimônio, sendo que minha ideia é ter no máximo 0,5% investido em bitcoins, mas acho melhor já colocar.

Segue a distribuição da carteira este mês:

Ações:

FIIs:

Tabela Consolidada:

Gráfico de variação patrimonial:


Carteira:
Ações: R$ 37.768,00
FIIs: R$ 201.781,18
Caixa: R$ 11.994,94
LCA: R$ 10.067,68
Bitcoins: R$ 462,078
Patrimônio total: R$ 262.073,88

Rentabilidade no mês: -1,64%
Rentabilidade no ano: 18,94%

Divisão da renda passiva:
Dividendos: R$ 0,00
Aluguéis: R$ 1.545,99
Renda fixa: R$ 12,39
Total: R$ 1.558,38



terça-feira, 7 de novembro de 2017

Análise da minha primeira dobrada.

Como eu havia dito no post de fechamento, em outubro eu atingi minha primeira dobrada de patrimônio. Resolvi abrir um pouco os números para tentar entender como esses valores foram atingidos. Eu vejo que o pessoal tem muito mais metas do que eu, deixando isso bem claro e acompanhando ao longo do tempo. Eu até faço algumas metas na minha cabeça, mas não as persigo, não faço um acompanhamento mais detalhado se estou cumprindo a meta que me coloquei.

Pois bem, em julho do ano passado resolvi que ia começar a acompanhar melhor meus investimentos. Eu faço trades em ações desde 2008, mas nunca planilhei muito bem. Como eu já disse em outras oportunidades, foram justamente os blogs de finanças que me incentivaram a acompanhar melhor meu patrimônio.

Em julho de 2016 meu patrimônio total era de R$ 131.503,65 e no encerramento de outubro fiquei com R$ 262.880,63. Ou seja, uma diferença de R$ 131.376,98.

Segue uma tabela de como esse valor foi atingido:

Blogs como o Viver de Construção e o Mestre dos dividendos sempre comentam o quanto o aporte nessa fase inicial é importante. Acho que fica bem claro pela tabela o quanto isso é verdade. Cerca de 67% do meu aumento de patrimônio foi devido a aportes. Nos últimos meses eu aumentei um pouco meus gastos porque comprei um celular e ingressos de shows. Mas esse ano acabei não viajando, então mantive meu padrão de gastos relativamente estável nesse período analisado aqui.

Me impressionou também o quanto os alugueis representaram dessa variação.

Na linha lucros consolidei tudo que ganhei com valorização de ativos no período, seja os que já foram vendidos ou os que ainda estão comigo.

Antes de julho do ano passado eu só aplicava em títulos do tesouro e continuava meus trades em ações. Descobri nos blogs o mundos dos FIIs e vejo o quanto foram importantes na construção do meu patrimônio até aqui.

Acho que a conclusão é bem óbvia. Na fase inicial, o foco tem que ser no aporte não tem jeito. Independente do seu nível de aporte, você tem que tentar maximizar o quanto consegue colocar de dinheiro novo. Sendo que a rentabilidade começa a ganhar mais importância numa fase em que você já não consegue aportar acima de 1,0% do seu patrimônio ao mês. Que por sinal é uma fase que já estou chegando perto. Acredito que ao fim de 2018, na média, eu não conseguirei aportar acima de 1,0% do patrimônio ao mês.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Fechamento de outubro: +3,39% bruto e +2,29% de lucro.

Primeiramente, gostaria de agradecer quem me incentivou a fazer a transferência de custódia no post anterior. Valeu muito a pena. A decisão já estava tomada, mas se não tivessem me tranquilizado eu provavelmente enrolaria mais para fazer. A única chateação foi o cartório. Acho que não tem nada mais brasileiro que cartório, aquilo é um matador de produtividade.

Outra coisa é que alcancei minha primeira "dobrada" (tudo bem que faltou 0,10% haha). Desde julho/16, quando comecei a acompanhar e planilhar mais de perto minhas finanças, neste mês de outubro eu cheguei aos 100% de variação acumulada. Ou seja, foram 16 meses para isso. Ainda não tenho uma meta definida para a próxima dobrada, mas espero que seja em tempo semelhante. quem sabe. Mais pra frente eu posto uma análise mais detalhada sobre esse período.

Acho que este mês de outubro começou a mostrar que minha estrategia parece no caminho certo. A troca de ITSA para SUZB se mostrou bem eficiente, suzano recuou um pouco agora no fim do mês, mas o dólar finalmente resolveu reagir e o Ibobesta ficou paradão. O cenário externo começa a mostrar o quanto desafiador vai ser o ano que vem para o Brasil, o Banco Central está chegando perto do fim do ciclo, acho que a Selic fica aí parada entre 6,50% e 7,00% ano que vem inteiro, só devem se mexer após as eleições. Continuo pessimista com eleição, devo carregar suzano até eu achar que o dólar chegou no patamar que eu (repito, EU) acho justo. Dinheiro novo vai pra renda fixa, FIIs e ações só quando a eleição começar a penalizar os preços.

De resto, mais um mês conseguindo bater minha meta de bater o CDI+IPCA. Convenhamos, está bem fácil e sei que não vai ser assim pra sempre. Mas é ótimo pq vai criando um pouco de gordura. Este mês comprei uma LCA 95% do Banco Original via XP. Fiz só pra teste mesmo, prefiro ter dinheiro em renda fixa com mais liquidez para aproveitar alguma oportunidade.

Segue a distribuição da carteira neste mês:

Ações:

FIIs:

Tabela Consolidada:

Gráfico de variação patrimonial:

Carteira:
Ações: R$ 43.345,60
FIIs: R$ 203.832,82
Caixa: R$ 5.688,50
LCA: R$ 10.013,71
Patrimônio total: R$ 262.880,63

Rentabilidade no mês: 2,29%
Rentabilidade no ano: 20,92%

Divisão dos dividendos:
Dividendos: R$ 21,00
Aluguéis: R$ 1.179,71
Renda fixa: R$ 35,64
Total: R$ 1.236,35

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Transferência de custódia - Alguém já fez?

Olá amigos. Estou com muitos problemas na minha corretora atual (Bradesco). Não me xinguem, sempre soube que corretora de banco é uma porcaria, ainda mais agora com tão boas opções disponíveis. Mas, a facilidade de ter a conta corrente associada me fez escolher começar por lá e por preguiça nunca corri atrás de outra.

Acontece que agora, até mesmo pelos valores da minha carteira, o custo está começando a ficar proibitivo. A diferença para a XP, por exemplo, que me interesso em abrir conta é absurda.

O problema é que eu dei uma olhada no processo de transferência de custódia e achei bem trabalhoso e complicado. Na verdade, na parte do Bradesco nem tem instrução nenhuma. Gostaria de saber se alguém já fez transferência e pode dizer se vale a pena. Pois, se eu tiver que vender toda minha carteira nos próximos meses, terei de incorrer em custos muito grandes. Só a de FIIs terá um custo de mais de 3k apenas de IR.

E ai, alguém tem alguma dica? Ajuda ai. Valeu

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Fechamento de Setembro: +5,70% bruto e +4,53% de lucro.

Ótimo mês de setembro, finalmente a carteira de FIIs voltou a andar depois de ter ficado um pouco parada. Os aluguéis continuam recuando, mas é normal, essa queda está concentrada nos FIIs de papel. Com o ciclo de corte na Selic chegando ao fim pode ser interessante aumentar a posição nestes FIIs.

Dentro de setembro apenas terminei o trade em ITSA que me deu um belo lucro. Resolvi finalmente me posicionar em SUZB porque acredito que o dólar tem muito a se valorizar até a eleição. Quando entrei em ITSA pensei realmente num trade de mais longo prazo, acho que a bolsa ainda tem mais um rally aí até antes das eleições que seria na condenação do Lula (não que eu ache que isso muda tanto ex-ante o cenário eleitoral). Mas, achei que os preços andaram rápido demais e resolvi embolsar o lucro como expliquei no fechamento anterior. Com isso, resolvi já montar a posição que vai ser de proteção para o ano que vem durante as eleições, uma exposição maior em dólar e ações com correlação negativa com o IBOV.

Lembrando que minha estratégia primária é ter uma renda auxiliar ao salário com os FIIs e trades na bolsa visando ganho de capital.

Desde que eu fiz o post "A bolsa está cara" o IBOV já recuou 2,2%. O que isso significa? Absolutamente nada. Foi pura coincidência. Não quer dizer que aquela máxima não vá ser atingida ou que ela vai continuar caindo. É impossível ficar prevendo preços. O que funciona é ter uma estratégia bem definida. Minha humilde opinião é que ainda está cara, passou por correção técnica e voltou a andar um pouquinho na sexta. O cenário internacional começou a dar pistas que essa liquidez absurda tá mais perto do fim do que pensávamos. É bom ficar de olho. E o mais importante: quem entrou agora não se desespere caso os preços comecem a cair. Se compraram empresas boas aproveitem para aumentar a posição com cautela. Não saiam vendendo desesperadamente.

E por fim. Por favor, não caiam nessa de bolsa em termos reais, em dólar (se bem que esse aqui é válido olhar sim, mas com cuidado), bolsa a 200k etc. Esses caras que ficam jogando esses números só querem trazer os sardinhas pra dentro. Estuda, defina sua estratégia, teste e vai pra cima.

Segue a distribuição da carteira neste mês:

Ações:


FIIs:


Tabela Consolidada:

Gráfico de variação patrimonial:

Carteira:
Ações: R$ 39.257,60
FIIs: R$ 203.280,81
Caixa: R$ 11.714,87
Patrimônio total: R$ 254.253,28

Rentabilidade no mês: 4,53%
Rentabilidade no ano: 18,21%

Divisão dos dividendos:
Dividendos: R$ 56,54
Aluguéis: R$ 1.172,16
Renda fixa: R$ 34,71
Total: R$ 1.263,41

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A bolsa está cara.

"A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara" "A bolsa está cara"

Isso não sai da minha cabeça. O problema é que to pensando isso desde os 72k e continua avançando.

Aqui que entra o importante. Esses níveis são barreiras psicológicas, mas que não significam lá muita coisa. Acho que nem faz sentido ficar tentando projetar algum nível e nem atualizar o índice histórico com algum indexados, seja ele CDI, IPCA, dólar, ouro ou qualquer outra coisa.

O problema do momento atual é que agora aparecem os advinhas de plantão pregando IBOV a 80 mil, 90, 100 etc. É nessa hora que você vê na tv, revistas e jornais, um povo que nunca falou de bolsa ficar falando maravilhas da renda variável.

Agora o que realmente importa. Está cara pra mim. Como um todo. Vejo pouquíssimas empresas descontadas, ainda que eu veja um número razoável de empresas que são boas o suficiente pra valer a pena, apesar do preço. Estive mais otimista com crescimento econômico este ano todo. Estou 100% renda variável praticamente desde o impeachment. Ainda que eu tenha demorado demais pra montar a carteira, devia ter sido mais rápido. Mas, a perspectiva para o Brasil não me parece boa. Essa valorização das bolsas ao redor do mundo tem total ligação com o excesso de liquidez global e a gente ainda entrou atrasado na festa poque tínhamos uma Dilma no meio do caminho. O problema é que eu vejo, além de uma situação muito desconfortável para o Brasil com a eleição do ano que vem, os BCs do mundo correndo daqui pouco tempo pra diminuir seus programas de compras ou seus balanços. Não sei se vai chegar ao ponto de "estourar uma bolha", mas acho que o efeito combinado disso é bem ruim para a nossa bolsa.

Mas, vejam, eu destaque o "pra mim" no parágrafo anterior. Ninguém tem a mínima ideia de como prever os preços. Pode acontecer de tudo. Pode ir pra 90 antes de despencar pra 50. Pode ir pra 150.
Continuo com grande parte do patrimônio em renda variável. Minha carteira de FIIs resolveu andar bem neste mês. Fiz um trade ótimo em ITSA e recentemente comprei SUZB para "proteger" a carteira com dólar.

A verdade é que a gente não deve tentar antecipar nem desafiar o mercado. Este "ente" mercado vai pra onde ele quiser, mesmo que não faça "sentido". A questão chave é margem de segurança.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fechamento de Agosto: +2,59% bruto e +1,31% de lucro

Este mês consegui novamente bater minha estratégia que é ter rendimento acima do CDI+IPCA. Segundo mês consecutivo. Consegui isso principalmente devido a valorização de ITSA, já que a carteira de FIIs andou meio de lado.

Falando em ITSA, eu resolvi vender, achei que esticou demais, prefiro embolsar o lucro e devo entrar novamente em setembro agora, mas dessa vez provavelmente em ITUB, torcendo pra recuar mais um pouco. Continuo achando que a bolsa vai sofrer muito no ano que vem pré eleição. Mas, o mercado tem estado tão otimista que eu não posso correr o risco de estar de fora da festa.

Vendi metade de ITSA em agosto e vou vender o resto hoje, fiz isso única e exclusivamente pra escapar do IR vendendo abaixo de 20k no mês. Com isso, provavelmente na semana que vem eu entro em ITUB.

Em relação aos mercados, continuo meio pessimista com o país, mas como disse ali atrás eu tenho um pouco de medo de perder um eventual aparecimento de um bull market estrutural global até. O mundo parece que está a passos lentos, mas está em crescimento. Ficar pra trás em uma onda dessas é algo que eu me arrependeria pra sempre. Por isso, vou comprando, se esticar eu vendo e embolso o lucro, se cair (como eu espero) eu vou fazendo caixa pra comprar mais lá na frente.

Ah!! Quase ia me esquecendo, resolvi me aventurar nas criptomoedas. Comprei um pouco de bitcoins. Como é totalmente irrelevante o valor em relação à carteira hoje eu não vou colocar no fechamento. Minha ideia é colocar 50 reais por mês e daqui uns 5 anos não me arrepender de não ter tentado investir um pouquinho nisso. Acredito que o blockchain é o futuro das transações de qualquer coisa que seja, nisso, as moedas digitais terão um peso relevante no futuro.

Segue a distribuição da carteira neste mês:

Ações:
ITSA4: 84,14%
CIEL3: 15,86%

FIIs:
FAED11B 7,0%
PQDP11 7,6%
VRTA11 10,1%
HGLG11 5,1%
RBRD11 6,4%
FIIP11B 6,1%
AGCX11 5,1%
BBPO11 5,4%
RNGO11 3,9%
HGRE11 6,0%
KNRI11 9,7%
TBOF11 2,0%
CPTS11B 10,7%
BRCR11 8,4%
HTMX11B 6,4%

Tabela Consolidada:

Gráfico de variação patrimonial:
Carteira:
Ações: R$ 16.971,60
FIIs: R$ 194.853,83
Caixa: R$ 28.723,37
Patrimônio Total: R$ 240.548,80

Rentabilidade no mês: 1,31%
Rentabilidade no ano: 13,08%

Divisão dos dividendos:
Dividendos: R$ 201,45
Aluguéis: R$ 1.228,57
Renda fixa: R$ 36,50
Total: R$ 1.466,52